Carta de Desamor.

Minha versão da crônica de Stella Florence.
Me desculpe por ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter escrito. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por ter dito tudo o que sentia, mesmo sendo impossível colocar em palavras exatamente tudo. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por me machucar a cada minuto a mais de silêncio seu. Me desculpe por eu não ter usado máscara. Me desculpe por ter sentido tudo com uma intensidade absurda. Me desculpe por desejar estar do seu lado. Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu. Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você, ou pelo menos tentado. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu escrevi. Me desculpe por te amar tanto. Me desculpe por ter te achado a pessoa mais incrível do mundo. Me desculpe por, em algum momento, eu ter me sentido amada. Me desculpe pelos seus erros de português. Me desculpe pelo nosso flamengo estar nos decepcionando ultimamente. Me desculpe por querer percorrer 1148 km só para sentir o seu abraço, ouvir a sua voz maravilhosa e observar o seu sorriso hipnotizante. Me desculpe por eu não ter conseguido se quer pronunciar uma palavra ao telefone. Me desculpe por tremer tanto quando pude ouvir sua voz. Me desculpe por ter me sentido mal enquanto você entrava em "coma alcoólico". Me desculpe por ainda guardar uma foto sua na minha carteira. Me desculpe por ainda guardar todas as cartas que te fiz. Me desculpe por lembrar de você em cada musica, cada acontecimento, cada fato mesmo que seja minúsculo. Me desculpe pelas promessas que você não cumpriu. Me desculpe por não poder ir a praia num dia de sol contigo. Me desculpe por toda vez que olho para o céu e ainda lembrar de você, por uma frase que você me disse antes de viajar que ainda está tatuada em mim. Me desculpe por você ter saído da minha vida simplesmente do nada, sem falar ao menos um "tchau". 
Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você, afinal, porcos não reconhecem pérolas.